quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Clique Ciência: se a Lua gira, por que vemos apenas uma de suas faces?

  • K.M. Chaudary/AP
Se você é um admirador da Lua, já deve ter reparado que daqui da Terra é possível ver apenas uma de suas faces, independentemente da época do mês. Isso acaba dando a sensação de que o astro é estático, quando na verdade ele gira em torno de si mesmo continuamente.
O tempo que a Lua demora para dar essa volta completa é de 29,5 dias, um período conhecido como mês lunar.
Mas, então, por que vemos apenas um de seus lados? Porque existe uma sincronia entre o tempo que ela leva para dar a volta em si mesma (sua rotação) e o tempo necessário para dar uma volta completa ao redor da Terra, movimento chamado de translação. Essa perfeita sintonia acaba deixando apenas um de seus lados visíveis para nós.
Quer comprovar? Faça o seguinte teste: enquanto você gira em torno de si mesmo, peça a um amigo para fazer o papel da Lua e repetir os movimentos do satélite. Uma vez em que a sincronia esteja estabelecida, seu colega jamais te dará as costas. Muito pelo contrário, vocês ficarão sempre de frente um para o outro.
Divulgação/Nasa
O lado escuro da Lua e a Terra, vistos a partir do espaço
Essa sincronia perfeita entre Lua e Terra só é possível pela ação da energia gravitacional entre eles e, especialmente, pelas forças da maré dos oceanos. Segundo o astrônomo Rundsthein de Nader, professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), há muitos milhões de anos a Lua era bem mais próxima da Terra. Conforme ela foi se afastando, a troca de energias com o nosso planeta foi se acomodando e o resultado foi essa sincronia entre os períodos de rotação e de translação.
Apesar de também ser conhecida como lado escuro, a face oculta da Lua é bastante iluminada. Ironicamente, ela passa mais tempo recebendo luz solar do que aquela vista por nós porque não tem eclipses.
"A sombra da Terra projetada na Lua, que caracteriza os eclipses lunares, cai sempre no lado voltado para nós", explica o astrônomo Roberto Costa, professor do Departamento de Astronomia da USP.
O lado distante, como também é conhecido, foi fotografado na década de 1960 por satélites dos Estados Unidos e da União Soviética. Seu terreno tem algumas diferenças geológicas. É nessa face que se encontra a maior quantidade de crateras, formadas pelo impacto com asteroides, já que é a parte que fica mais exposta. O lado visível tem terreno predominante de marés e de regiões montanhosas.
Como na Lua não existe atmosfera, ventos ou chuvas, não há erosão e todas as marcas de impactos passados continuam visíveis e inalteradas. Recentemente, a sonda Lunar Reconnaissance Orbiter fez um mapeamento detalhado de toda a superfície.
Fonte: UOL

sábado, 14 de janeiro de 2017

Você pode ser cidadão do primeiro país fora da Terra

Inspirada pelas terras de Thor e Odin, a primeira nação espacial está em busca de terráqueos que queiram tirar a dupla cidadania asgardiana

Asgardia

Se você sempre se sentiu deslocado na Terra, sua hora chegou. O primeiro país espacial foi oficialmente fundado – pelo menos no papel – e você já pode até dar entrada no pedido de dupla cidadania.
A astronação ganhou o nome de Asgardia, em homenagem a Asgard, terra de Thor, Odin e os outros deuses nórdicos. O slogan do país é “Paz no Espaço” e a ambição do projeto é evitar que os conflitos geopolíticos da Terra sejam transferidos junto com a colonização humana do espaço.
Mais de 370 mil pessoas já se inscreveram para ganhar a cidadania de Asgardia. A maioria delas mora hoje na China, nos EUA e na Turquia. Com a população atual, Asgardia seria o 178º país mais populoso do mundo, à frente de Belize e da Islândia, e os números só crescem.
As condições básicas para ser um asgardiano é ter mais de 18 anos e morar em um país que permite a dupla cidadania. Os candidatos podem se inscrever no Asgardia.space.
A ideia é que os primeiros 100 mil inscritos tenham preferência no processo de seleção, mas os experts por trás do novo conceito de nação também estão buscando as pessoas baseadas em suas competências. Profissionais de tecnologia, ciência e direito espacial estão entre os mais cobiçados. Investidores nessas áreas também podem furar a fila para ganhar a carteirinha de asgardianos.
A nova nação pretende decidir sua bandeira, sua insígnia e seu hino com participação popular. O concurso para o design da bandeira, inclusive, já está disponível. Qualquer um pode mandar sua ideia, que vai ser votada online pelos asgardianos.
Falando sério
O fundador de Asgardia é o cientista e empresário Igor Ashrbeyli, russo nascido no Azerbaijão. Ele se cercou de cientistas renomados para seu projeto visionário.
Um dos que mais chamam a atenção é Ram Jakhu, diretor do Instituto de Direito Aéreo e Espacial da Universidade McGill, uma das mais importantes do mundo (a Harvard canadense, de acordo com Os Simpsons).
Em termos práticos, o time de empresários e cientistas por trás da iniciativa está colocando grana própria e buscando parcerias para lançar um satélite na órbita terrestre e dar o primeiro passo na democratização da exploração espacial, que hoje só faz parte da realidade de um pequeno grupo de nações desenvolvidas. A ideia é que esse satélite seja lançado entre 2017 e 2018, em homenagem ao aniversário de 60 anos desde que o primeiro satélite humano entrou em órbita.
Como o lançamento tem que ser feito da Terra e Asgardia não pretende ter território no nosso planetinha, o objetivo dos fundadores é fazer uma parceria com um país em desenvolvimento, que não tem tradição de exploração espacial – tipo o Brasil.
É aí que entra o dilema muito sério que o projeto de Asgardia, por mais bizarro que seja, se propõe a discutir. Só 20 dos mais de 200 países da Terra tem algum acesso ao espaço e alguns deles já estão pensando em como explorar recursos extraterrestres. Enquanto isso, o direito espacial está anos-luz de ter criado medidas regulatórias para lidar com esse tipo de situação. O risco é que se criem monopólios nacionais, que a desigualdade aumente absurdamente (aqui e lá) e que as tensões econômicas e geopolíticas que temos por aqui se reflitam no Universo afora.
No momento, o que Asgardia vai fazer é reunir pessoas dispostas a pensar sobre essas questões indo além das limitações nacionais, porque estariam todos unidos sob a nação asgardiana, para proteger os direitos da humanidade.
Para que o país seja reconhecido pela ONU, ele precisa ter território próprio. Então, a ideia é que Asgardia tenha uma nave tripulada passeando pelo espaço – sim, a nave seria um território perambulante. Mas pode segurar a empolgação. O objetivo não é que Asgardia seja uma nação geográfica, em que todo mundo vive junto. Então, dificilmente todo cidadão vai sair da Terra para conhecer o país.
Disponível em: EXAME.com

Astrônomos preveem explosão que mudará o céu em 2022

Astrônomos preveem explosão que mudará o céu em 2022
Os dados mostram que o binário já está parecido com um amendoim, prestes a se fundir, o que deverá gerar uma explosão espetacular. [Imagem: Larry Molnar/Calvin College]
Previsão astronômica
Embora a previsão de fenômenos astronômicos - os eclipses, por exemplo - tenha uma história milenar, não é comum ouvir falar de previsões de eventos cósmicos não repetitivos.
Assim, não deixa de ser corajosa a alegação feita por uma equipe coordenada por Larry Molnar (Universidade Calvin), Karen Kinemuchi (Observatório Apache) e Henry Kobulnicky (Universidade de Wyoming).
Eles estão prevendo que, em 2022, ocorrerá uma explosão que deverá mudar o céu noturno por várias semanas. Segundo eles, o que será essencialmente o nascimento de uma nova estrela, poderá ser visto a olho nu.
"É uma chance de uma em um milhão de você poder prever uma explosão. É algo que nunca foi feito antes," disse Molnar.
A previsão é que um sistema binário - duas estrelas orbitando uma à outra - irá se fundir e explodir em 2022, com uma margem de erro de um ano para mais ou para menos.
No momento em que as duas estrelas finalmente colidirem, o sistema terá um aumento de brilho de 10 vezes, tornando-se uma das estrelas mais brilhantes no céu. Ela então se tornará visível a olho nu, na Constelação do Cisne, adicionando uma estrela à estrutura conhecida como "Cruzeiro do Norte" - maior, mas bem menos famosa do que o Cruzeiro do Sul.
Astrônomos preveem explosão que mudará o céu em 2022
Astrônomos preveem o nascimento de uma nova estrela na Constelação do Cisne - o local está marcado pelo ponto vermelho. Por um breve período ela ficará visível a olho nu. [Imagem: Larry Molnar/Calvin College]
Nascimento de uma estrela
A equipe vem monitorando o sistema binário, chamado KIC 9832227, desde 2013. Os dados mostram que o período orbital do par vem diminuindo de forma consistente, mostrando que as duas estrelas caminham para um choque inevitável.
Este fenômeno de fusão estelar é relativamente comum no Universo, mas até hoje ninguém conseguiu prever um - eles são detectados justamente pelo aumento do brilho de uma estrela, sendo que nem sempre os astrônomos sabiam anteriormente que se tratava de um binário.
"O período orbital pode ser checado por astrônomos amadores. Eles podem medir as variações de brilho em relação ao tempo desta estrela de 12ª magnitude à medida que ela eclipsa, e verem por si mesmos se ela continua na programação que estamos prevendo ou não," disse Molnar.
Observações desse tipo deverão refinar os cálculos e permitir que a equipe reduza a margem de erro - atualmente de um ano -, eventualmente permitindo que a humanidade sente-se calmamente para esperar o momento em que uma nova estrela surgirá no céu.

Bibliografia:

Prediction of a Red Nova Outburst in KIC 9832227
Lawrence A. Molnar, Daniel M. Van Noord, Karen Kinemuchi, Jason P. Smolinski, Cara E. Alexander, Evan M. Cook, Byoungchan Jang, Henry A. Kobulnicky, Christopher J. Spedden, Steven D. Steenwyk
The Astrophysical Journal

Fonte: Inovação Tecnológica

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Descoberto novo planeta anão no Sistema Solar

Redação do Site Inovação Tecnológica -  

Descoberto novo planeta anão no Sistema Solar
supercâmera DECam foi projetada para procurar indícios da energia escura, mas está tendo mais sucesso localizando "matéria comum pouco brilhante".[Imagem: Reidar Hahn/DES]
Anão Distante
Acaba de ser descoberto um novo planeta anão, localizado 92 vezes mais longe do Sol do que a Terra - isto é mais do que o dobro da distância de Plutão.
A equipe vinha chamando o corpo celeste recém-descoberto de DD (sigla para Distant Dwarf, ou "anão distante"), mas agora ele passa a ser conhecido como 2014 UZ224.
O UZ224 leva mais de 1.100 anos para completar uma órbita em torno do Sol, sua luz leva 12 horas e meia para chegar até nós e é atualmente o segundo objeto mais distante conhecido no Sistema Solar.
Os astrônomos estimam que o planeta anão é redondo porque ele tem um diâmetro estimado em 560 quilômetros, o que significa que ele provavelmente tem massa suficiente - e, portanto, força gravitacional suficiente - para ser esférico. Dados adicionais, que estão sendo coletados por radiotelescópios, deverão ajudar a determinar o tamanho do novo planeta anão com maior precisão.
O UZ224 é um dos muitos pequenos mundos gelados que se encontram além do planeta mais distante do Sistema Solar, Netuno. Esses corpos celestes são chamados de Objetos TransNetunianos, ou TNOs - o mais famoso deles é o planeta anão Plutão.
Corpos escuros
O que mais chamou a atenção, contudo, foi o instrumento que os alunos do professor David Gerdes, da Universidade de Michigan, nos EUA, usaram para detectar o novo planeta anão: a supercâmera DECam, usada pelo projeto DES (Dark Energy Survey) para procurar indícios da Energia Escura.
A colaboração DES usa esta câmera, montada em um telescópio no Chile, para mapear galáxias distantes em busca de supernovas e para procurar padrões na estrutura cósmica. O objetivo é encontrar alguma explicação para a hipotética substância misteriosa que estaria acelerando a expansão do Universo.
Os objetos transnetunianos não estão entre os principais interesses científicos da DES, uma vez que eles não nos dizem nada sobre a expansão do Universo. Mas, como não dá para dizer à câmera para não registrar outros corpos celestes em seu campo de visão, ela acabou se transformando em um instrumento importante também para a astronomia.
"Até agora, descobrimos mais de 50 novos TNOs em nossos dados. O DD é o maior e o mais distante," disse Gerdes.
Planeta 9
A descoberta do DD coloca a DECam definitivamente no páreo em busca do Planeta 9.
O Planeta 9 é um ainda hipotético nono planeta na borda do Sistema Solar, com 10 vezes a massa da Terra, que seria a causa dos padrões inexplicáveis nas órbitas de vários TNOs.
Fonte: Inovação Tecnológica

Por que os dias na Terra estão ficando mais longos?

Por que os dias na Terra estão ficando mais longos?
Os astrônomos se basearam na observação de eclipses lunares e solares por babilônios, gregos, chineses e árabes.[Imagem: F. R. Stephenson et al. - 10.1098/rspa.2016.0404]


Com informações da BBC -  

Duração dos dias
Cientistas acreditam que os dias na Terra estão ficando mais longos.
Não é muito, apenas 1,8 milissegundo por século. Então não daria para comemorar um dia mais longo com uma bela caminhada em um parque ou em uma praia - para ganhar um minuto a mais, será necessário esperar 3,3 milhões de anos.
A conclusão é de astrônomos que determinaram que os dias na antiga Babilônia eram mais curtos. Leslie Morrison, do Observatório Real de Greenwich, no Reino Unido, analisou com sua equipe as teorias gravitacionais sobre o movimento da Terra ao redor do Sol e da Lua ao redor da Terra.
Eles perceberam que, no passado, babilônios, gregos, chineses, árabes e até os europeus medievais observaram eclipses lunares e solares em momentos e lugares que não coincidem com os do presente.
Astronomia babilônica
O evento mais antigo catalogado foi o eclipse solar que ocorreu no ano 720 A.C. Ele foi observado por astrônomos em um local na Babilônia, onde hoje é o Iraque. Para descobrir como a rotação do nosso planeta variou no período de 2.735 anos, os estudiosos compararam os registros históricos com um modelo criado em computador que calculava onde e quando as pessoas teriam visto estes eclipses do passado se a rotação da Terra tivesse se mantido constante.
Eles chegaram à conclusão de que o eclipse solar de 720 A.C. não poderia ter sido observado onde hoje é o Iraque, e sim em algum lugar na região oeste do oceano Atlântico.
"Mesmo com as observações (de eclipses no passado) sendo rudimentares, podemos ver uma discrepância consistente entre os cálculos e onde e quando os eclipses realmente foram vistos. Isto significa que a Terra está variando em seu movimento de rotação", disse Morrison ao jornal britânico The Guardian.
Formação da Lua
De acordo com astrônomos, a Terra já teria passado por uma mudança em sua rotação há 4,5 bilhões de anos, quando um corpo celeste do tamanho de Marte se chocou contra nosso planeta e ejetou o material que que formou a Lua.
Neste hipotético evento de proporções cataclísmicas - chamado de teoria do grande impacto -, um dia na Terra pode ter pulado de seis para as atuais 24 horas.
O planeta segue desde então desacelerando e o principal efeito de frenagem vem da gravidade da própria Lua. Mas a interação entre as marés dos oceanos e os continentes da Terra é também um importante fator, segundo Morrison.
Frenagem da Terra
Quando os continentes são atingidos pela força do mar, o planeta perde o ímpeto. Mas os modelos e teorias que levam em conta apenas este fenômeno sugerem que a rotação da Terra deveria estar desacelerando mais do que previsto pela análise dos dados de eclipses - cerca de 2,3 milissegundos por dia a cada século.
Então, os pesquisadores acreditam que outros fatores também devem estar influenciando. E suspeitam que a mais recente era do gelo na Terra, há 13 mil anos, alterou a forma do planeta e influenciou a velocidade de rotação.
Mudanças nos níveis dos mares e nas forças eletromagnéticas entre o centro da Terra e sua crosta rochosa também podem ter tido efeito na rotação do planeta.
Devido a estas variações, os relógios atômicos, de alta precisão, precisam ser ajustados periodicamente para se manter em sintonia com a rotação do planeta. Por isso, na passagem de Ano Novo, o ajuste fará com que o dia 31 de dezembro tenha um segundo a mais.

Bibliografia:

Measurement of the Earth's rotation: 720 BC to AD 2015
F. R. Stephenson, L. V. Morrison, C. Y. Hohenkerk
Proceedings of the Royal Society A
Vol.: 472, issue 2196
DOI: 10.1098/rspa.2016.0404
Fonte : Inovação Tecnológica

domingo, 11 de dezembro de 2016

Nova versão do chip brasileiro que fará parte do LHC

Com informações da USP -  

Nova versão do chip brasileiro que fará parte do LHC
O chip brasileiro está sendo testado em institutos parceiro do LHC na Noruega, Suécia, EUA, Rússia e França.[Imagem: Marcos Santos/USP Imagens]
Sopa de partículas
Engenheiros da USP estão finalizando a versão de testes do chip Sampa.
O pequeno circuito integrado - que mede 9,6 milímetros (mm) x 9 mm - será utilizado no LHC (Grande Colisor de Hádrons), o maior colisor de partículas do mundo.
O Sampa será utilizado em um dos grandes detectores do LHC, o Alice, que mede as colisões de íons de chumbo para estudar o plasma de quarks e glúons, que corresponde a um estado diferenciado da matéria, composto dos elementos mais básicos, "abaixo" dos átomos.
No plasma de quarks e glúons - uma espécie de "sopa de partículas" - os quarks não ficam confinados aos hádrons, como os prótons ou os nêutrons. "A ideia é reproduzir em laboratório um novo estado da matéria que teria existido poucos microssegundos após a grande explosão ou big-bang," explicou o professor Marcelo Gameiro Munhoz.
E é justamente nesta estrutura que o chip Sampa será fundamental para compor os equipamentos que irão "fotografar" com precisão o momento exato das colisões.
Detector
Dentro do Alice, o chip brasileiro deverá instrumentalizar o detector TPC (Time Projection Chamber), o principal sistema de reconstituição das trajetórias das partículas após o choque entre os íons.
O TPC possui uma câmara com gás com 5 metros (m) de diâmetro por 5 m de comprimento. Ao ser atravessado por uma partícula, o gás é ionizado. "Um sensor, situado na extremidade dos detectores, multiplica o número de elétrons arrancados do gás e gera um pulso de carga que é captado por um conjunto de chips, que processa e retransmite os sinais para serem analisados," conta o pesquisador.
Esta é a terceira versão do chip, tendo sido grandemente aperfeiçoada em relação à segunda versão, concluída em 2014. Por exemplo, em vez dos três canais de leitura da versão anterior, o Sampa agora conta com 32 canais, aumentando muito a capacidade de leitura e transmissão de dados.
"Mesmo sendo mais completo, o chip atual poderá passar ainda por mais algumas transformações. O equipamento ainda será testado até a sua conclusão e certamente serão necessários pequenos ajustes," alertou o pesquisador.

Os testes estão sendo realizados nos laboratórios da USP, da Unicamp e da Faculdade de Engenharia Industrial de São Bernardo do Campo, para testes de tolerância à radiação. Desde a primeira versão, o chip vem sendo testado também em institutos parceiros do LHC na Noruega, Suécia, EUA, Rússia e França.

Fonte: Inovação Tecnológica